sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sete Anos de Baú (Ilustração)

Estamos em 1952. Jair é um jovem de 20 anos. Para ele, a vida se resume a trabalhar e tocar violão aos sábados nos bailes do interior. Chico, seu irmão mais velho, "virou crente", por isso não aparece mais nos bailes. Chico mudou e quer que todos conheçam a Jesus; por isso presenteia a seu irmão caçula com uma Bíblia.
Mas as atenções do violeiro não se concentram na Bíblia, mas nos bailes, por isso Jair esconde a Bíblia num baú por sete longos anos. Sete anos de Bíblia fechada, esquecida, sem vez nem voz na vida do violeiro boêmio.
 Dois anos depois de recebida a Bíblia, Jair se casa com Genita. Nasce o primeiro filho, um menino levado que mexe em tudo e põe a casa a baixo. Aos cinco anos, o menino acha o livro escondido e rasga nada menos que 35 capítulos de Gênises. Jair fica irado e resolve proteger o livro. A partir daí começa a lê-lo. Vai gostando, vai lendo para si e para sua família; vai assimilando lentamente a mensagem vigorosa que a Bíblia traz. Tanto lê que uns dez anos depois, Jair é batizado como o livro recomenda. Para alegria de todos, no céu e na terra, e principalmente para alegria de Chico que vê, enfim que sua iniciativa não foi inútil.
A Bíblia é assim: É semente que brota no tempo e no terreno certo.
"Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz...(Hebreus 4.12).
"Assim será a Palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que enviei." (Isaías 55.11)
Sei que há histórias mais comoventes do que esta acerca da capacidade transformadora da Palavra de Deus. Mas esta me é particularmente cara porque não deixa de ser a minha própria. Jair Soares Fonseca é meu pai, agora distribuidor de Bíblias em Vila Velha, no Espírito Santo. E o menino rasgador da Bíblia, adivinhem que é?
(Extraído do livro Conta Outra - João Soares da Fonseca)


(Extraído)

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