segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Para Nunca Mais Chorar


Passava do meio dia, o cheiro de pão invadia rua. Ricardinho falou: "Pai, tô com fome" _ Agenor, sem dinheiro, procurando trabalho desde cedo, olha para o filho e pede paciência.
 "Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu estou com muita fome."
 Envergonhado, triste e humilhado, Agenor entra na padaria a sua frente e fala a um homem: "Meu senhor, estou com meu filho de 6 anos com fome. Saí cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço, em nome de Jesus, pão para meu filho. Eu faço qualquer serviço."
  Amaro, o dono da padaria, imediatamente manda servir  dois pratos de comida.
 Para Ricardinho, era um sonho comer após tantas horas. Para Agenor, era uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e de mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um pouco de fubá. Ao perceber a aflição do homem Amaro chama-o para uma conversa, e no final, contrata Agenor e lhe dá uma cesta básica.
 Ao chegar a casa com toda aquela fartura, Agenor é um novo homem. Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era a esperança de dias melhores. No dia seguinte, às 5 da manhã, lá estava Agenor, ansioso para iniciar seu novo trabalho. Amaro chega em seguida e sorri para o homem que nem sabia por que estava ajudando. Os dois tinha 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa. E não se enganara, pois durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador, e sempre honesto.
 Um dia, abre vagas para alfabetização de adultos, Amaro faz questão que Agenor estude. Doze anos depois, o Dr. Agenor, abre vários escritórios. Mais dez anos depois, o Dr. Agenor possui uma clientela formada por necessitados, que não podem pagá-lo e por abastados, que o pagam muito bem.
  Agenor resolve crias uma instituição, administrada pelo seu filho, o nutricionista Ricardo, que oferece mais de 200 refeições diárias a pessoas carentes.
  Tudo mudou, mas a amizade daqueles dois homens impressionava a todos. Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase à mesma hora.
   Ricardinho mandou gravar na "Casa do Caminho" que seu pai fundou com tanto carinho: "Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças, e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que ele habite  em seu coração e alimente sua alma. E que lhe sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!"
                                                                           
(História verídica adaptada - Autor desconhecido) 

 "Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como sino que tine."     (I Coríntios 13.1)  

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