terça-feira, 1 de abril de 2014

O Homem Caído


Sundar Singh é conhecido entre os evangélicos do mundo inteiro como um nobre indiano que se converteu a Cristo e por isso foi expulso do carinho e do conforto da família.
Quando estava pronto para o ministério, fez oração por uma itinerância no meio de seu próprio povo, tal como faziam os chamados homens santos ou sadus.
Sadu Sundar Singh, depois de muitas aventuras em seu país, se propôs um dia a ir a um país vizinho, o Tibete, para evangelizar os tibetanos. A viagem foi muito difícil, pois caminhava na neve, no frio, enfrentando os duros ventos do Himalaia. Ao seu lado, um tibetano que retornava ao seu país.
Em certo momento, Sundar viu na neve algo que parecia o corpo de um homem. Aproximou-se; percebendo que a vida ainda estava nele, fez sinal para o companheiro, que se adiantava, dizendo que teriam que carregar o homem. O tibetano protestou.
Negando-se a ajudar; afirmou que se não andassem rápido daí a pouco  ambos estariam mortos. E foi embora. 
Sundar, que já estava cansado, pôs o homem às costas e foi seguindo o mesmo caminho do tibetano. Se já era difícil antes caminhar na neve, contra os ventos, ainda mais agora, que tinha sobre os ombros o peso de um homem.
Depois de algum tempo, Sundar percebeu que à sua frente jazia algo como um corpo humano. "Mais um?" Sundar parou a fim de investigar. Era o tibetano, agora morto pela friagem assassina. Sundar compreendeu nesse momento que o mesmo desfecho o aguardaria. Salvara-se, porém, ao carregar o homem caído. O esforço desprendido no transporte aqueceu-lhe o corpo e o manteve vivo.
As vezes, protestamos contra Deus em função dos fardos que Ele nos permite carregar, sem saber que eles podem estar sendo a razão de nossas próprias vidas.

(Extraído do livro Conta Outra- João Soares da Fonseca)

 "Posso todas as coisas naquele que me fortalece"
(Filipenses 4.13) 

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